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domingo, 13 de março de 2011

Hantaviroses

O que são?
São doenças infecciosas agudas graves que se manifestam sob as formas de Síndrome Pulmonar por Hantavírus (SCPH) e Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (FHSR). Nas Américas, até o momento, só foi diagnosticada a forma pulmonar, como os três casos recentemente registrados no Distrito Federal.
Quais os sintomas?
Febre alta (acima de 38º), dores no corpo, dor abdominal, dor de cabeça, tosse seca, taquicardia e dificuldade para respirar. Essa fase dura em média de 3 a 5 dias, podendo evoluir para a fase cardio-pulmonar. A fase cardio-pulmonar caracteriza-se por insuficiência respiratória aguda grave e choque circulatório, apresentando alta taxa de letalidade (45%).
Como é transmitida a doença?
A infecção humana ocorre mais freqüentemente pela inalação de aerossóis formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores silvestres. Outras formas de contágio são por mordida de rato infectado com o hantavírus e contato da pele ferida com excretos de roedores ou ainda ao levar as mãos sujas com fezes ou urina de rato à boca.
Qual o período de incubação?
Em média de 14 dias, com variação de 4 a 42 dias.
Qual o tratamento?
Ainda não existe tratamento específico para a Hantavirose. O importante é que aos primeiros sintomas o paciente procure um posto de saúde e inicie o acompanhamento médico com medidas de suporte clínico.
Como prevenir?
Existem algumas formas de evitar a presença de roedores silvestres em domicílios ou seu contato com alimentos ou outro objeto que transmita o vírus aos humanos:

  • Elimine todos os resíduos que possam servir para a construção de tocas e ninhos de roedores, assim como reduzir suas fontes de água e alimento;

  • Evite entulhos e objetos inúteis no interior e ao redor do domicílio através da limpeza diária;

  • Armazene insumos agrícolas e outros objetos em galpões distantes, pelo menos 30 metros dos domicílios, sobre estrados de 40 cm de altura;

  • Vede fendas e outras aberturas superiores a 0,5 cm para evitar entrada de roedores nos domicílios;

  • Remova diariamente as sobras dos alimentos de animais domésticos;

  • Limpe piso e móveis com pano úmido com água sanitária a 10% ou detergente, especialmente se o piso for de terra, para evitar que a poeira se espalhe;

  • Só toque em animais mortos com luvas de borracha;

  • Evite entrar em habitações em áreas rurais que estejam fechadas e sem ventilação por algum tempo


    Fonte: http://www.fiocruz.br

    quinta-feira, 10 de março de 2011

    Dengue

    Aspectos clínicos da dengue

    A dengue clássica se caracteriza pela diminuição da circulação de plaquetas (plaquetopenia) e o aumento da concentração do sangue (hemoconcentração), avaliadas no hemograma. Os sintomas são a chamada febre do dengue, representada por febre de início súbito, dor de cabeça, dores musculares, articulares, ósseas, erupções na pele (parecida com rubéola), coceira principalmente em palmas e plantas, prostração, náuseas, vômitos, dor abdominal, diarréia, tonturas ao sentar ou levantar que podem caracterizar queda de pressão arterial ao se levantar (hipotensão postural), hemorragias induzidas ou espontâneas. A febre pode desaparecer no terceiro dia, mas as manifestações podem progredir. A presença de febre menor que sete dias associada a dois ou três desses sinais ou sintomas indicam dengue clássico, que deve ser notificado).
    A doença evolui a cura dentro de cinco a sete dias, no máximo dez. Alguns sintomas podem prenunciar gravidade mesmo que não haja alterações laboratoriais características de dengue hemorrágico (plaquetopenia e hemoconcentração), tais como vômitos muito freqüentes, dor abdominal importante, tonturas com hipotensão postural, hemorragias. Esses casos devem ficar sob observação médica. Além disso, condições prévias ou associadas como referência de dengue anterior, idosos, hipertensão arterial, diabetes, asma brônquica e outras doenças respiratórias crônicas graves podem constituir fatores capazes de favorecer a evolução com gravidade.
    Após a introdução do Den-2 na região do Rio de Janeiro em 1990, observou-se, de imediato, um aumento na severidade dos sintomas e maior número de hospitalizações por complicações hemorrágicas e quadros de choque. Na atual epidemia de Den-3, igualmente, está sendo observada nos pacientes uma rápida evolução ao quadro de choque e morte, demonstrando que a amostra apresenta virulência elevada e ao se disseminar para outras regiões do país, poderá trazer sérios problemas de saúde pública.
    O controle do dengue pode ser feito de duas formas. Uma pela redução de infestação pelo mosquito e a outra, teoricamente, pela utilização de uma vacina eficaz. O desenvolvimento de uma vacina para o dengue constitui um difícil problema tecnológico, pois como se trata de quatro tipos de vírus, a vacina deveria conter todos eles, em proporções adequadas. Por outro lado, essas amostras vacinais deveriam ser previamente manipuladas para ter suas virulências reduzidas ou eliminadas.
    Os resultados até então obtidos ainda não permitem definir com certeza quando vacinas eficazes e seguras estarão disponíveis para dengue, restando como alternativa as medidas de combate aos vetores.
    Dengue Hemorrágico
    O dengue hemorágico é caracterizado, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), pela concomitância de alterações laboratoriais, caracterizadas pela diminuição de plaquetas abaixo de 100 mil e elevação de hematócrito acima de 20% (hemoconcentração), e de alterações clínicas associadas à síndrome febril, apresentadas com gravidades variáveis.
    Grau 1 - hemorragia de pele induzida pela prova do torniquete ou do laço (deixa-se o manguito do aparelho de pressão arterial entre a pressão máxima e a mínima por cinco minutos e a prova é positiva se aparecer na dobra do cotovelo, numa área mínima de 2,5 cm², mais de 20 pontos vermelhos, que se denominam petéquias).
    Grau 2 - acrescem-se hemorragias espontâneas de pele (petéquias em 1/3 dos casos) e mucosas (nasais, gengivais, aumento do fluxo menstrual, sangramento urinário e/ou vômitos sanguinolentos). Podem ocorrer modificações no paladar (particularmente o paciente pode sentir o gosto de metal).